Parte 2: Celeste se aproximou. “Meu filho se casou sob a proteção dele. Estamos acolhendo você porque ele insistiu. Agora ele se foi — e sua proteção também.” Mara olhou ao redor da casa — as colunas brancas, os portões de ferro, o lugar onde criou seus filhos e viu seu marido definhar lentamente. Ela poderia ter gritado. Em vez disso, pegou as malas enlameadas. “Crianças”, disse ela suavemente. “Estamos indo embora.” “Ótimo”, respondeu Harold. “E não voltem.” Mara se afastou com seus seis filhos a seguindo como um exército ferido. Só quando chegou à rua é que se virou. Harold já estava rindo. Celeste estava ao telefone, provavelmente compartilhando sua vitória. Mara se permitiu um leve sorriso. Não de felicidade — mas de lembranças. Três meses antes de sua morte, seu marido Richard lhe entregou uma pasta.
“Se algum dia tentarem apagá-la da sua vida”, sussurrou ele, “leve isso ao advogado Bell.” Naquela noite, num quarto de motel barato, enquanto seus filhos dormiam e a bochecha de Noah corava sob a luz do abajur, Mara finalmente abriu a porta.
E tudo mudou. De manhã, as fechaduras da casa tinham sido trocadas. Ao meio-dia, Celeste postou uma foto online: Novo capítulo. A família em primeiro lugar.
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