Eles expulsaram Mara de casa antes mesmo que a chuva tivesse secado no túmulo do marido.
Seis crianças estavam atrás dela no quintal, segurando sacolas plásticas, enquanto seu sogro apontava para a porta como se ela não fosse nada mais do que uma intrusa.
“Seu marido se foi”, disse Harold Vance friamente. “Esta casa pertence à família.”
Mara olhou para a pequena Lily, adormecida em seus braços, o corpinho ardendo em febre. Atrás de Harold, Celeste estava de pé com um sorriso fraco e olhos vazios.
“Família?”, perguntou Mara em voz baixa. “Dei seis filhos ao seu filho.”
Celeste riu. “Seis fardos. Seis razões pelas quais você deveria ir embora antes que chamemos a polícia.”
Os vizinhos observavam por trás das cortinas. Harold queria que eles vissem. Queria que a humilhação dela fosse pública. Arrastou duas malas pela varanda e as jogou na lama.
“Essas são as suas coisas.”
“Minhas coisas?”, repetiu Mara.
“Agradeçam por termos levado alguma coisa.”
Noah, seu filho de treze anos, deu um passo à frente. “Vovô, por favor. Papai disse—”
Harold o atingiu.
O som ecoou pelo quintal.
Mara agiu instantaneamente, amparando o filho antes que ele caísse. Sua voz era baixa, mas firme. “Nunca mais toque no meu filho.”
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