“Lena?”
Encarei meu reflexo na janela escura. Lábio inchado. Olhos secos. Mãos firmes.
“Ele me bateu”, eu disse.
Silêncio.
Então a voz de Rafael ficou plana como uma lâmina.
“Você está em segurança?”
“Sim.”
“Você quer sangue?”
Respirei fundo lentamente.
“Não”, eu disse. “Quero tomar café da manhã.”
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