Sorte significava acordar viva dentro de um corpo que eu já não reconhecia. Significava ouvir crianças cochichando na escola e adultos me encarando com uma pena suave que doía ainda mais.
Nossos pais já haviam morrido naquela época. Nossa tia nos criou por um tempo, mas ela também faleceu, deixando Lorie, aos dezoito anos, assumir uma vida que ela nunca pediu e se tornar tudo para mim de uma só vez. Foi ela quem correu atrás da ambulância naquele dia e suportou cada humilhação silenciosa da minha recuperação.
Minha irmã ficou diante de mim no dia do casamento e perguntou baixinho:
“Você está pronta?”
Enxuguei os olhos e assenti. Então caminhei em direção ao homem que mudou minha vida.
Conheci Callahan no porão da mesma igreja onde estávamos nos casando.
Ele dava aulas de piano para crianças três tardes por semana. As crianças sempre erravam a contagem e cantavam mais alto do que tocavam. A primeira vez que o ouvi, ele corrigia o tempo de um garotinho com mais paciência do que eu jamais ouvira na voz de um homem.
“De novo”, disse Callahan gentilmente. “Mais devagar dessa vez, campeão. A música não vai fugir de você!”
Sorri antes mesmo de vê-lo.
Para ver as instruções de preparo completas, vá para a próxima página ou clique no botão Abrir (>) e não se esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos no Facebook.
