Ou talvez por causa de seu filho, cego de nascença, como um mendigo, o que aconteceu surpreendeu imediatamente muitas pessoas.

Ele parou, inclinando a cabeça na direção do som. Não se levantou. Não sorriu. Simplesmente escutou o som de sua respiração ofegante, o som de um homem que finalmente compreendera o valor daquilo que havia desperdiçado.

“O mendigo se foi”, disse ele suavemente. “E a mulher cega está morta.”

“O que você quer dizer?” perguntou Malik, com a voz trêmula.

“Agora somos diferentes”, disse ela, levantando-se. Não precisava de bengala. Caminhava entre as fileiras de lavanda e alecrim com uma confiança fluida. “Construímos um mundo com as sobras que vocês nos deram. Vocês não nos deram nada, e acabou sendo o solo mais fértil que poderíamos ter desejado.”

Yusha apareceu na porta, com os cabelos grisalhos nas têmporas e o olhar firme. Não parecia um mendigo, nem um médico em desgraça. Parecia um homem que estava em casa.

“Ele pode ficar no galpão”, disse Zainab a Yusha, com a voz desprovida de malícia, repleta apenas de uma compaixão fria e clara. “Alimente-o. Dê-lhe um cobertor. Trate-o com a gentileza que ele nunca nos demonstrou.”

Ela se virou em direção à casa e sua mão encontrou a de Yusha com precisão infalível.

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