Parte 2: Não porque ele quisesse o trabalho diário de criar dois meninos. Ele queria a guarda porque sabia que perdê-los destruiria Sarah.
No tribunal, seu advogado transformou os anos de maternidade de Sarah em fraqueza. Sem emprego. Sem renda. Preocupações emocionais. Dependência.
Michael baixou a cabeça e fez o papel de pai ferido.
“Estou preocupado com a segurança deles”, disse ele suavemente.
Sarah quase se levantou e contou a verdade sobre a porta trancada do banheiro, as ameaças silenciosas e a maneira como Michael fazia o medo parecer razoável. Mas ela sabia que a raiva só o ajudaria.
Então o juiz se voltou para os meninos.
Ethan e Noah estavam sentados lado a lado, ambos com nove anos, seus tênis mal tocando o chão. Noah parecia encolhido em si mesmo. Ethan estava sentado ereto, com uma mão pressionada sobre o bolso.
O juiz perguntou a Ethan Walker com qual dos pais ele queria morar.
O menino imediatamente enfiou a mão no bolso.
Foi nesse momento que toda a atmosfera no tribunal mudou.
Até aquele momento, a audiência estava transcorrendo exatamente como Michael Walker desejava. Ele estava sentado em seu caro terno azul-marinho, calmo e elegante, com a aparência de um homem em quem as pessoas confiavam antes mesmo de ele falar. Do outro lado da mesa, Sarah Walker estava sentada em silêncio, vestindo uma blusa creme simples, com as mãos firmemente cruzadas no colo.
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