Casei-me com uma mulher mais velha por dinheiro e para ter onde ficar. Depois do funeral dela, o advogado dela me entregou uma caixa e disse: “Era isto que você realmente queria.”

 

“Você começa a tamborilar os dedos, como se estivesse contando quem confia em mim e quem ficaria desapontado.”

Forcei uma risada. “Isso é muito para uma xícara de chá.”

Ele tocou na manga do meu casaco novo. “Você parece constrangida quando percebo do que você precisa.”

“Não tenho vergonha.”

“Damon”.

Eu odiava quando ele dizia meu nome daquele jeito. Suavemente, mas com firmeza suficiente para me interromper.

“Estou bem”.

Primeiro, desviei o olhar.

“Não tenho vergonha.” Evie nunca buscou uma confissão. Ela simplesmente deixou a porta aberta e esperou para ver se eu teria coragem de entrar.

Eu nunca tive isso.

Certa noite, encontrei-a sentada no primeiro degrau com uma das mãos apoiada na parede.

—Evie?

Ela ergueu o olhar, irritada por ele tê-la descoberto. “Estou bem.”

—Você está sentado no escuro.

Eu a encontrei sentada no primeiro degrau.

—Eu estava descansando.

-Na escada?

Isso a fez suspirar.

Eu a ajudei a se levantar e, por um breve momento, ela se apoiou em mim antes de se afastar.

Na cozinha, enchi a chaleira.

—Não se preocupe—ele disse—.

—Estou preparando um chá.

—Eu estava descansando.

—Então, pelo menos deixe a água ferver primeiro.

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