“Esse documento não conta”, disse Ryan rapidamente. “Ela não estava pensando com clareza.”
“Ela estava perfeitamente lúcida”, respondeu a Sra. Parker. “Agora tudo está em um fundo fiduciário para Ethan. E nenhum de vocês poderá se aproximar dele se algo acontecer com ela.”
Foi aí que eu entendi.
Eles não queriam apenas o dinheiro.
Eles queriam meu filho.
Para controlá-lo.
Para fazê-lo desaparecer.
A voz de Claire tornou-se ríspida.
“Isto está a sair do controlo.”
Ela se aproximou novamente.
“Talvez devêssemos ter garantido que ela nunca acordasse.”
Algo frio entrou na sala.
Metal.
“Chega”, disse ela.
“Largue isso”, advertiu a Sra. Parker.
Então Ethan falou.
“Tia Claire… você já disse isso antes.”
O silêncio foi quebrado.
“O quê?” perguntou Ryan, indagando.
“Eu ouvi você”, disse Ethan. “Você disse que a mamãe não assinaria. E a tia Claire disse que uma curva resolveria tudo.”
Claire praguejou.
“Fique quieto.”
Mas Ethan não parou.
“Você disse que diria a todos que ela estava cansada… e depois me levaria embora.”
Ryan deu um passo em direção a ele.
“Venha aqui.”
“Não o toque”, disse a Sra. Parker.
Tentei me mover.
Gritar.
Para protegê-lo.
Mas tudo o que eu podia fazer—
movi minha mão.
Desta vez, mais do que um dedo.
Ethan sentiu isso.
Claire viu.
E sorriu.
“Olha só… ela está acordando.”
Ela trancou a porta.
E enquanto Ryan agarrava Ethan—
uma voz gritou lá fora:
“Polícia! Abra a porta!”
Mas Claire já estava perto demais…
“Deixe-o ir”, disse a Sra. Parker.
Claire apertou o aperto com mais força.
“Ninguém pega o que é meu.”
A porta tremeu.
“Polícia!”
Ryan empalideceu.
“Claire—pare.”
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