Acordei do coma e ouvi meu filho sussurrar: “Não abra os olhos”… meu marido e minha própria irmã estavam esperando eu morrer para poderem levar tudo.

Mas a voz que se seguiu não era a de um tabelião.

Boa noite, Ryan. Antes de tocá-la novamente, explique por que os freios dela foram cortados.

Tudo parou.

E eu percebi—

Isso foi apenas o começo.

O silêncio era tão opressivo que até o monitor cardíaco parecia mais alto.

Ryan soltou minha mão lentamente — não por medo, mas por cálculo.

“Quem deixou você entrar?”, perguntou ele.

“Os mesmos funcionários que já falaram com a polícia”, respondeu a Sra. Parker calmamente.

Meu único aliado.

Minha única proteção.

E mesmo assim, eu estava presa dentro do meu próprio corpo, incapaz de avisá-la.

Porque o verdadeiro perigo não era Ryan.

Era Claire.

Ela não parecia assustada.

Ela parecia irritada.

“Isso é um absurdo”, disse ela. “Emily sofreu um acidente.”

“Acidente interessante”, respondeu a Sra. Parker. “Os freios não estavam com defeito. Eles foram cortados.”

Claire se inclinou perto do meu ouvido.

“Isso não prova nada”, ela sussurrou.

Mas a mão dela tremia.

Pela primeira vez-

Ela estava com medo.

“Nem todos sabiam que ela seguiria esse caminho”, disse a Sra. Parker. “E nem todos se beneficiam com a morte dela.”

Ryan forçou uma risada. “Benefício? Minha esposa está em coma.”

“Sua esposa alterou o testamento dela.”

A sala ficou congelada.

Claire deu um passo para trás.

“Isso é impossível—”

Tarde demais.

“Impossível como?”, perguntou a Sra. Parker.

Ethan segurou minha mão com firmeza.

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