No dia em que Hope recebeu alta para voltar para casa, Elias me trouxe um livro encadernado em couro.

Lá dentro havia uma planta desenhada à mão de uma casa projetada para nós: a biblioteca médica de Adelaide, a estufa de Sophie, o quarto de Hope. Página após página, um plano de dez anos — não controlador, mas esperançoso.

Na última página, ele havia escrito:

Cansei de fugir da luz.

Você me ajudará a construir isso, Adelaide?

Então ele se ajoelhou usando uma simples pulseira de ouro trançada.

“Quero a bagunça assustadora e linda de te amar pelo resto da minha vida. Case comigo, Adelaide. Construa uma vida comigo.”

Olhei para Hope, que dormia encostada no meu peito.

Então, quando todas as luzes se apagaram, ele se voltou para o homem que a havia ajudado a nascer.

“Sim”, sussurrei.

Três anos depois, a casa do primeiro projeto tornou-se realidade. Sophie tocava piano muito mal na sala de estar. Hope ria por perto. Um golden retriever latia para os esquilos. Eu fazia panquecas enquanto Elias chegava em casa com grãos de café e beijava a farinha do meu nariz.

A caixa de música antiga tocava sua valsa suave no canto.

Coisas quebradas, lindamente consertadas.

Aprendi que o amor não se trata de encontrar alguém perfeito. Trata-se de encontrar alguém corajoso o suficiente para ficar ao seu lado na escuridão, consertar o que pode ser consertado e caminhar com você rumo à luz.

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