Ela ajeitou o bebê mais para cima no ombro, desligou o fogão, largou a colher e passou por ele pelo corredor.
Aquele foi o primeiro momento em que Ryan pareceu inseguro.
No quarto, Claire pegou uma mala velha e a arrumou com mãos firmes.
Fraldas. Fórmula. Roupas de bebê. Uma blusa limpa. Sapatos baixos. A manta do hospital. Seu passaporte. A certidão de nascimento do filho. Dinheiro.
Ryan apareceu na porta.
“Aonde você vai?”
“Sair.”
Ele riu friamente.
“Você está sendo dramática.”
Claire fechou a mala.
“Vou levar o bebê para um lugar tranquilo.”
“Você não pode simplesmente ir embora.”
Ela olhou para ele então, calma de uma forma que ele não esperava.
“Eu posso.”
Ryan se mexeu na porta, o suficiente para lembrá-la de que podia bloqueá-la.
Claire apertou o filho contra si.
“Você disse divórcio”, disse ela.
“Eu disse.”
“Então vá embora.” Pela primeira vez, sua confiança vacilou.
Ele deu um passo para o lado.
Claire passou por ele com a mala, atravessou a cozinha, passou pelo jantar que ninguém merecia e saiu pela porta lateral.
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