Outra explicação importante relaciona-se com a segurança emocional . Embora os gatos sejam caçadores por natureza, eles também conservam comportamentos defensivos típicos de animais que, na natureza, poderiam se tornar presas. Dormir perto da pessoa com quem vivem lhes dá uma sensação de proteção. O rosto humano, por estar associado a cuidado, comida e rotina, torna-se o ponto mais confiável em seu ambiente durante o repouso.
O vínculo emocional também desempenha um papel central. Os gatos constroem relações sociais através do contato físico e da troca de odores. Ao se aproximarem do rosto, esfregarem as cabeças ou tocarem os narizes, liberam feromônios faciais que servem para marcar pertencimento. Dessa forma, o animal reforça a ideia de que seu humano faz parte de seu grupo próximo e de seu território emocional.
Do ponto de vista da etologia felina , alguns especialistas apontam outro detalhe interessante: a atração pela respiração e pelos sons noturnos. Enquanto uma pessoa dorme, sua respiração torna-se rítmica e ela emite sons suaves, como suspiros ou roncos delicados. Para um gato curioso, esses estímulos podem ser cativantes e ativar seus instintos exploratórios. O rosto, portanto, torna-se um foco constante de atenção.
Em alguns casos, esse comportamento também pode estar relacionado à rotina alimentar . Se o gato associa o despertar do dono com a hora do café da manhã, aproximar-se do rosto dele é uma maneira eficaz de chamar a atenção. Cheirar, encostar o nariz no rosto ou tocá-lo suavemente com a pata são estratégias aprendidas que costumam funcionar
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