“Meu ex-namorado rico me obrigou a casar com um mendigo faminto diante das câmeras para me humilhar.”

—Antes de declarar os noivos, —eu disse ao padre—, há alguém que se oponha a este casamento?

—Eu me oponho.

Uma voz grave, alta e ressonante interrompeu o riso dentro da catedral. Nenhum convidado apareceu. O mendigo veio até mim. DeLando.

Julian pegou o jantar. Ele se levantou rapidamente.

¡Eh, tú, muerto de hambre! O que você está fazendo?! Você pagou mil para seguir o guia! Continue com o barco!

Mas Lando não se mexeu. Lentamente, ergueu as mãos. Diante de centenas de convidados e aposentos, deixou para trás o bicho de pelúcia sujo e desarrumado. Descartou a barba falsa que prendia ao seu púlpito. Tirou um pano limpo do bolso e limpou a sujeira dos ossos e da testa.

Todos foram interrogados sem hesitação. Até eu fiquei perplexo.
O mendigo desapareceu. O que surgiu sob o véu foi o rosto de um homem muito atraente, elegante e temido em todo o mundo dos negócios e das inversões.

—O quê…?! —O queixo de Julian caiu. Palideció, como se tivesse visto a morte. Seus pés começaram a tremer até que chegaram ao ponto de agarrar a sela.

—Meu nome não é Lando, Julian —digo o homem com ar de poucos amigos, agora com a aparência de um furioso rei das tortas no altar—. Sou Gabriel Imperial. O CEO e fundador do Conglomerado Imperial… a mesma empresa que agora implora por um estorno de cinco milhões de pesos para salvar seu negócio da ruína.

A verdade que destruiu o multimilionário.
Os repórteres gritaram e as câmeras dispararam. Os convidados multimilionários estavam em estado de choque, incapazes de acreditar que o homem de quem haviam zombado era o mais rico de todo o país.

—S-Senhor Imperial?! — gaguejou Julian, tremendo, com o suor frio escorrendo pelo bico—. P-Por que… por que ele fingiu ser um mendigo?!

—Porque eu sei qual é o seu jogo, Julian — respondeu Gabriel com voz trovejante, chegando à catedral. Peguei um dispositivo USB preto de seu lugar esquecido e o mostrei para que todos pudessem vê-lo. — Ele recebeu uma denúncia anônima sobre suas atividades ilegais no mercado paralelo. Agora serei um mendigo em frente à sua loja e ao seu trabalho por três meses para recolher o dinheiro dos seus pertences e lavar seu dinheiro.

— Isso é mentira! É inteligência artificial! — gritou Julian em pânico, tentando fechar a igreja.

—Fechem as portas! —ordenou Gabriel.

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