Na suíte nupcial, Sienna sentou-se na penteadeira e puxou o véu até que um alfinete se prendeu.
“Espere”, eu disse. “Você vai rasgá-lo.”
Ela baixou as mãos.
Dei um passo para trás dela.
“Posso?”
Ela assentiu com a cabeça.
Um a um, fui removendo os pinos.
“Pensei que você seria cruel”, ela sussurrou. “Fria, até.”
“Eu pratiquei.”
Um riso entrecortado escapou de seus lábios.
“Você fez?”
“Sim, eu fiz. No avião. No elevador. No espelho.”
“E agora?”
Coloquei o último pino.
“Querida, estou bastante cansada.”
O véu escorregou para as minhas mãos.
Sem ele, Sienna parecia mais jovem, como alguém que percebesse que o chão sob seus pés havia se movido.
“Eu o amava”, disse ela.
“Eu sei.”
“Achei que ele foi corajoso por ter saído de um casamento ruim.”
Dobrei o véu com cuidado.
“Ele não me substituiu por você, Sienna. Ele usou você para substituir a verdade.”
Seus olhos se encheram de lágrimas.
“Meu pai queria integrá-lo aos negócios da família”, ela sussurrou. “Deveríamos assinar os papéis depois da lua de mel.”
Olhei em direção ao salão de baile.
“Querida, você escolhe o que acontece a seguir. Não ele.”
Quando voltamos, as pessoas notaram primeiro a falta do véu.
Então eles perceberam Ethan vindo apressado atrás de nós, com o rosto pálido.
Sienna caminhou diretamente até o DJ e estendeu a mão.
Ele lançou um olhar nervoso para Ethan.
Vincent deu um passo à frente.
“Dêem o microfone a ela.”
Siena ficou de frente para a sala.
Sua voz tremia, mas era ouvida.
“Obrigado a todos por terem vindo. Sinto muito, mas não haverá primeira dança esta noite.”
Murmúrios se espalham pelo salão de baile.
Ethan avançou rapidamente.
“Sienna, não faça isso.”
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