“Não queria causar nenhum problema”, disse ela rapidamente. “Eu sei que você não deveria ter feito isso. Eu juro que não farei de novo.”
Meu coração se partiu quando ouvi isso.
“Você deveria ter pensado nisso antes”, murmurou Dunn.
Harris franziu a testa, mas antes que pudesse responder, o pânico de Leo explodiu.
“Me desculpe! Eu não vou desobedecer ordens assim de novo. Eu prometo! Mãe! Por favor, não deixe que me levem. Eu só queria que meu melhor amigo participasse de coisas normais!”
Lágrimas escorriam pelo seu rosto.
Imediatamente o puxei para mais perto, abraçando-o com força.
“Ninguém vai te levar a lugar nenhum”, eu disse, com a voz trêmula. “Eu? Ninguém!”
“Ela merece por nos estressar desse jeito”, acrescentou Dunn, piorando ainda mais a situação.
“Isso não é justo! O que é isso? Você está assustando ele!”
Então a expressão de Carlson suavizou-se.
“Sinto muito, rapaz. Não queríamos te assustar. Não estamos aqui para te levar a nenhum lugar que você não queira ir, muito menos para te punir pelo que você fez com o Sam.”
Senti o aperto de Leo afrouxar um pouco.
“Estamos aqui para homenageá-los por sua bravura.”
Piscou.
“O quê?!” Dunn protestou, mas ninguém lhe deu atenção.
“Há outra pessoa aqui que quer falar com você”, acrescentou Carlson.
Antes que ele pudesse responder, o outro agente reabriu a porta.
E tudo mudou.
Uma mulher entrou e eu a reconheci imediatamente.
“Saída?” perguntei, confuso. “O que está acontecendo?”
Sally, a mãe de Sam, parecia arrependida. “Não era minha intenção que parecesse assim. Eu só precisava fazer alguma coisa. Quando reconheci o Sam ontem, ele não parava de falar sobre a viagem. Ele me contou cada detalhe.”
Leo ficou imóvel ao meu lado.
Sally continuou, encarando-o.
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