E às vezes os amigos de Angie vêm jantar, ou levá-lo para passear, ou simplesmente porque a dor é mais suportável quando compartilhada.
Eles me contam histórias sobre ela.
Como ela certa vez os obrigou a devolver um carrinho de compras perdido porque “alguém tem que fazer isso”.
Como ele passou quase uma hora resgatando um gatinho assustado.
Debaixo de um carro.
Como ele falava de mim o tempo todo.
Essa última parte ainda me deixa arrasado todas as vezes.
Angie nunca mais voltou para casa.
Mas, de alguma forma, ela encontrou um jeito de deixar para trás algo acolhedor, vibrante e cheio de amor.
E em algumas noites, quando Benji repousa a cabeça no meu colo enquanto aquelas crianças riem na minha cozinha como Angie costumava fazer, quase sinto como se minha filha ainda estivesse ali ao meu lado.
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