Apenas um garoto me convidou para o baile de formatura porque ninguém mais queria ir comigo por causa da marca de nascença no meu rosto — todos riram até que policiais entraram no ginásio.

O mais alto deles, com seu crachá refletindo as luzes da academia, olhou para Caleb com uma expressão cautelosa.

“Senhor, o senhor precisa vir conosco imediatamente.”

Meus joelhos quase cederam. Agarrei a manga de Caleb, minha voz mal passando de um sussurro.

“O que está acontecendo? O que ele fez?”

O policial olhou para mim, com surpresa estampada no rosto. “Então você não tem ideia do que Caleb fez?”

Virei-me para Caleb. Ele estava pálido ao meu lado. Todo o ginásio ficou em silêncio, celulares em punho, olhos arregalados.

Caleb finalmente falou, com a voz baixa e trêmula. “Hannah, preciso te contar tudo. Agora. Na frente de todos. Há três semanas, Brittany e as amigas dela me ofereceram dinheiro para te convidar para o baile.”

Comecei a chorar. “Não, isso não pode ser verdade. Caleb, como você pôde fazer isso comigo?”

“Desculpe.” Caleb estendeu a mão em minha direção, mas eu recuei. “Eles queriam que eu dançasse com você, fizesse você acreditar que era real e deixasse eles filmarem sua cara quando revelassem a pegadinha. Eu concordei, mas só porque sabia que era o único jeito de pegá-los em flagrante.”

Por um instante, tudo ao meu redor pareceu ficar imóvel. “Acerte-os… Quer dizer que isso foi uma armadilha dentro de outra armadilha?”

Um dos policiais assentiu com a cabeça. “Esta tarde, Caleb prestou depoimento e entregou gravações de voz e capturas de tela como prova de um plano de assédio direcionado à senhora, senhorita.”

“Então, você não está aqui para prender Caleb?”, perguntei.

“Isso mesmo, senhorita. Estamos aqui pelas jovens que planejaram esse esquema.”

Algo antigo e ardente se abriu dentro do meu peito. Desta vez, não era vergonha. Era algo mais.

Virei-me lentamente, procurando algo na multidão.

Ela estava parada perto da mesa de ponche, imóvel, com um copo de plástico vermelho a meio caminho da boca. Brittany. A garota que sussurrou sobre mim durante quatro anos. Seu rímel já começava a borrar.

O policial seguiu meu olhar.

“É ela.” Apontei. “A garota loira de vestido vermelho que está perto da mesa de ponche. Aquelas cinco garotas perto dela são amigas dela.”

O policial acenou com a cabeça para seus colegas.

Os três policiais se viraram quase ao mesmo tempo e começaram a caminhar pelo chão do ginásio em direção à mesa de boxe.

Os policiais pararam em frente à casa de Brittany.

“Senhorita, precisamos que a senhora saia para ser interrogada”, disse um dos policiais.

O sorriso perfeito de Brittany se desfez. “Isso é uma piada. Você não pode estar falando sério.”

“Estou falando muito sério, senhorita. Temos provas de que você conspirou para assediar uma colega de classe. Você e suas amigas podem sair para conversar conosco por vontade própria, ou podemos voltar com um mandado.”

A boca de Brittany se moveu, mas nenhuma palavra saiu. Então ela se virou bruscamente para Caleb, sua voz se elevando em um grito. “Você fez isso? Você escolheu aquele perdedor malhado em vez de mim?”

“Brittany, pare.” Caleb ergueu as mãos. “Você só vai piorar as coisas para si mesma.”

“Ela não é NADA, Caleb!” Brittany continuou gritando.

Para ver as instruções de preparo completas, vá para a próxima página ou clique no botão Abrir (>) e não se esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos no Facebook.