Parte 2: No início, eram pequenas coisas — ocupar o banheiro, mexer nas minhas ferramentas. Depois veio a arrogância. Ele convidava amigos sem ser convidado e falava como se a casa fosse dele.
“Deveríamos derrubar aquela parede”, disse ele, planejando reformas que destruiriam minha oficina — meu sustento.
Enquanto isso, Shelby estava ficando mais quieta, mais retraída.
Sempre que eu falava, ela me ignorava.
“Você está exagerando. Ele só está estressado”, dizia ela. “Pelo menos você não está sozinha.” Naquela noite, depois do seu acesso de raiva em público, desliguei o fogão em silêncio e me deitei sem comer. Sentada ali na penumbra, olhando para minhas mãos calejadas, percebi algo doloroso:
eu não me sentia mais em casa na minha própria casa.
Na manhã seguinte, abri meu velho caderno e contei o dinheiro que havia emprestado a Shelby ao longo dos anos — pequenas quantias no início, depois milhares, incluindo uma grande soma que Tyson alegava precisar para um “negócio”.
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