Casei-me novamente aos 72 anos, acreditando ter encontrado o amor após perder meu marido.
Mas, durante a recepção, a filha do meu novo marido me puxou para um canto, tremendo, e sussurrou: “Ele não é quem você pensa que ele é”. Minutos depois, ela me mostrou provas que mudaram tudo.
Um ano antes, se alguém me dissesse que eu me casaria novamente, eu teria rido. Meu primeiro marido, Daniel, foi o amor da minha vida. Aos 72 anos, casei-me com um viúvo, mas durante o casamento, a filha dele me chamou de lado e disse: “Ele não é quem diz ser”.
Daniel foi o amor da minha vida. Estivemos juntos por 35 anos antes de ele falecer, e depois que ele se foi, meu mundo ficou silencioso e vazio. O único lugar que me trazia paz era a igreja.
Foi lá que conheci Arthur.
Certo domingo, depois da missa, eu o vi sentado sozinho, com as mãos firmemente entrelaçadas, como se carregasse algo pesado. Perguntei se ele estava bem. Ele ergueu lentamente o olhar e disse: “Vou ficar bem”. Foi uma resposta tão incomum que me sentei ao lado dele.
Conversamos naquele dia. Depois, novamente na reunião da igreja. Logo se tornou uma rotina: conversas, caminhadas, café, almoços. No início, não senti como amor. Mais como duas pessoas ajudando uma à outra a não se sentirem sozinhas.
Ele me contou que anos antes havia perdido a esposa em um acidente e que criara a filha, Linda, sozinho. Eu entendia esse tipo de perda. Era algo que compartilhávamos.
Com o tempo, percebi que estava começando a sentir afeto por ele. Talvez até a amá-lo.
Então conheci Linda.
Arthur me convidou para jantar, mas ela chegou atrasada. Ela foi educada, mas distante. Seu sorriso não chegava aos olhos, e Arthur parecia desconfortável perto dela, o que achei estranho. Mais tarde, ela me disse que estava apenas sendo protetora.
Eu acreditei nele.
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